Eu já acreditei estar envolvida por uma armadura invísivel que não me servia de nada, apenas me fez perder e absorver pessoas; claro que certa que umas valiam a pena, outras nem meu olhar de relance mereciam - pra mim não fazia nenhuma diferença, todos eram tratados com a mesma indiferença da minha fiel armadura que me dizia que nada e nem ninguém valia a pena. Toda essa gente me fez chorar, me revirar, algumas até me deixaram por um tempo sem progredir, e outras se sentiam amendrontadas em estar do meu lado pela imagem inacessível que eu passava, elas simplesmente recuavam perante a mim, se distanciavam da falsa aparência - algo que nunca houve em nenhum momento desse ciclo que eu insistia em continuar vivendo. Era um mar de contrádições; não era uma mudança, era algo forçado. Era estar perdida dentro de mim mesma, embalada por vontades e desejos que eu tentava disfarçar com sorrisos e meias palavras. Na maior parte do tempo eu fingia alegria, mesmo aos prantos por dentro; eu já tinha me acostumado a oferecer sorrisos e ficar com as dores pra salvação de todo mundo - eu me encontrava lá, destacada, no reino que eu tinha criado vendo tudo pelo ângulo que eu achava mais fácil; e quanto mais nojenta e fria eu deixava transparecer mais feliz eu pensava estar. Longe e perto dos meus pesadelos, dos meus confrontos interiores e exteriores, dos meus assuntos pendentes. Sem me importar quem era quem naquele jogo medíocre que hoje não existe nem na minha imaginção e muito menos na minha realidade!
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