quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Meu Paraíso Perdido
As coisas parecem tão complicadas quando são pra mim, ás vezes ser diferente é doloroso, pesa muito sofrer. Cada dia que passa, tento me livrar o máximo possível de tudo que tenho, é algo como escapar das lembranças concretas, quanto menos coisas com que se apegar, melhor, só assim posso fugir quando a insanidade aparece, não seria difícil pensar duas vezes. As palavras ficam, o que passou não volta mais, e o futuro não me pertence. O presente é dádivo, merece toda atenção, é o único que tem algum valor quando tudo já não vale nada. Todos já sofreram por mentir, e o que você recebe por levar todas as pancadas da vida é simplesmente ninguém conseguir enxergar o esforço dado e a dor sentida, te levam ao inferno muito lentamente. E eu continuo me sentindo miserável por sofrer por meio mundo que julgo amar, mas que não tenho nenhuma certeza de compreensão. Eu queria sair dessa fantasia, cair na realidade - metade de mim é o que sou como de fato, a outra metade o que pensam - se isso existe de fato mesmo. Pelo menos o resto continua sob o meu controle, ou me convenço disso pra tentar sorrir de vez em quando, eu queria muito poder sonhar com meu final feliz algumas noites, as minhas expectativas com o outro lado da vida se esgotaram!
domingo, 6 de novembro de 2011
Lindo Mundo
Descobri uma coisa. Algo que já estava presente mais que só veio ser percebido agora. Todos os males que infligem contra mim, as desavenças criadas em prol de se beneficiarem e logo destruir o único alvo ' EU' me fez crêr que toda mentira só veio pra me separar. Eu sou o trigo, eles, o joio. Seria eu o lado mais fraco? Possivelmente o mais distinto, mais belo, autêntico e paradoxicalmente mais sincero. E então, o desassosego alheio, a inveja exorbitante e o bruto encomôdo de conviver com gente como eu. Usam artefatos da pior linha, passam por enganados embora enganadores de si mesmos, navegando num desatinar dentro do seu amargo ser, profundamente corroído por de trás das máscaras que nunca podem cair, ao contrário, descobrirão a farsa criada para persuadir com propósito de, até os mesmos não sabem. Mas ta tudo bem, basta a minha convicção!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Feliz Novembro
Faltam algumas semanas pro meu aniversário, não sinto saudades desses meses que já passaram, e começo a dar 'bis', 'tris' das minhas músicas favoritas, e programar um mês super animado ao lado de gente que me deixa solta. Esse mês de outubro termina assim, inspirativo. Cheio de gente nova, regado de bares, botecos, botequins - seja lá o nome que queiram dar - mas que tenham Brahma. Ouvi Diogo Nogueira, senti saudades, conheci gente de outras tribos, aprendi técnicas de masturbação, cantei bêbada, chorei alto, lutei contra o desespero, e contra a alegria que não cabe dentro de mim, me livrei de gente sem importância, e recomecei o caminho qual fui destinada e tentei me desviar. Conquistei um namorado que está longe de estar ocupando um posto, alguém me dá contrações ventriculares prematuras. Além do mais, to me tornando um alguém muito foda!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Contra-mão
Algumas barreiras se estraçalharam. Mantenho a calma. Sou apenas mais uma das milhões de pessoas no mundo que sempre sonham com alguma coisa pouco provável. Mas quando der certo, ainda dirão' Eu sabia que você conseguiria'. A minha possibilidade é mínima, estou consciente disso. Fora isso, nada vai conseguir mudar o que quero, vou lutar até onde der e puder. Vivo pensando que não mereço nada de gratificante nessa minha vida enquanto outra parte de mim diz que vou ser recompensada por não desistir. Inalcánsavel? Talvez! Minha melhor amiga sou eu, e minha pior inimiga também. Não entendo o modo como sou feita em relação a não querer ser quando me pedem que eu seja. Talvez todo mundo seje assim, talvez não. Sempre fui frágil, e nunca precisei fingir ser forte, e isso me trás uma tranquilidade imensa. Sempre tive problemas com relacionamentos, geralmente me detestam depois de um tempo, não consigo fingir alegria. De repente, minha independência emocional me torna a adversária de todo mundo. Eles fingem, eu não!
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A menina
Não sei por quanto tempo eu tinha ficado ali sem me dar conta do que estava acontecendo. Eu me sentia tão pequena, imóvel e incapaz de reagir a qualquer movimento. Eu precisei de mais tempo do que o de costume para saber que odiava fazer aquilo, era de enlouquecer. Eu sei que eu não tinha uma cota significativa de experiência mas eu sabia o que realmente me estimulava. Sempre fui uma coisa no canto sozinha com um livro na mão e quando me perguntavam o que eu gostava de fazer, era fácil responder - eram as duas únicas coisas que eu tinha certeza no mundo, e até hoje não mudou muito.
- Dê livros e de escrever
Eu sempre me refugiei nas histórias que eu lia e nos livros que roubava da biblioteca da escola. Era de impressionar, uma menina que descrevia em detalhes de seus dias, em duas, três páginas, citando nomes que muitas vezes não podiam sequer ser revelados. Aos treze, eu lia clássicos como, Dom Casmurro, Amor de Perdição, e Lira dos Vinte Anos. Eram livros e mais livros por semana, sem ter influências na minha vida. Algo dentro de mim sempre me alertava que essa era a minha Lenda Pessoal embora circunstâncias me afastassem, e muitos momentos de dúvida me fizessem paralizar, hoje eu me julgo pronta pra recomeçar esse milagre que Deus me concedeu, a inspiração de escrever!
- Dê livros e de escrever
Eu sempre me refugiei nas histórias que eu lia e nos livros que roubava da biblioteca da escola. Era de impressionar, uma menina que descrevia em detalhes de seus dias, em duas, três páginas, citando nomes que muitas vezes não podiam sequer ser revelados. Aos treze, eu lia clássicos como, Dom Casmurro, Amor de Perdição, e Lira dos Vinte Anos. Eram livros e mais livros por semana, sem ter influências na minha vida. Algo dentro de mim sempre me alertava que essa era a minha Lenda Pessoal embora circunstâncias me afastassem, e muitos momentos de dúvida me fizessem paralizar, hoje eu me julgo pronta pra recomeçar esse milagre que Deus me concedeu, a inspiração de escrever!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Pilares
- Um sonho que para muitos pode parecer infantil, ridículo, difícil de ser realizado. Mas a medida que escrevo, percebo que cada nova palavra é uma descoberta de idéias pensadas antes mesmo de pensar, num lugar da minha mente onde nem eu mesma tenho acesso. Todos esse anos confusos, de altos e baixos, de encontros e desencontros de mim comigo mesma foram a confirmação de estar no caminho certo - por mais tortuoso que ele possa parecer, pois é claro, é o meu caminho, o qual eu devo seguir, que fará toda diferença nessa minha luta interior.
- Você quer ser escritora?
- Sim
- Então escreva livros ! Dê o melhor de si, trabalhe idéias; faça e refaça esboços, jogue fora quando achar que não foi o bastante, considere-se incapaz quando não estiver disposta, ou quando as palavras não fluirem. Duvide de si mesma quantas vezes for preciso, até você se achar a maioral novamente. Não espere por 'descobertas', você já uma grande descoberta em si. A ' coisa' virá ao seu encontro quando você souber se distinguir dos outros; quando souber qual o fio que te desliga dos comuns que fazem parte da sua realidade. A animação e o desânimo te perseguirão, mas você não precisará fugir. Apenas lembre-se, você não precisará entender nada definitivamente agora. Você entenderá tudo lá na frente. Boa Sorte, garota!
Sobre férias e intervalos
Desde cedo, no primário, eu era daquelas alunas que odiavam férias e intervalos. Era incrível, tinha dias em que eu perdia a hora e quando ia ver faltava aula, eu chorava quase o dia inteiro pela falta naquele dia. Sempre gostei muito de estudar, de escrever, de passar meus poucos minutos de intervalos na biblioteca lendo. Depois de alguns anos, eu ainda continuava sendo sim, uma aluna aplicada e nota dez, embora bagunçeira nata. Sempre gostei de sentar no fundo da sala, de pertubar meus companheiros de turma e matar aula, nessa época eu fiquei rebelde e joguei tudo pro alto. Hoje, tenho quase vinte e dois anos e ainda vou completar o ensino médio por conta de todas as banalidades que eu achava importante naquela época: Garotos, shopping, bebidas, rock e a sensação tosca de achar que é o dono do seu próprio nariz. Entretanto, inteligente por natureza, hoje busco outras coisas, continuo odiando férias e intervalos e sendo a mesma aluna dos tempos primários, recuperando o tempo que gastei com momentos que tiveram que acontecer!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Retrato
Ando mais artista que nunca. Ultimamente pego no trabalho mais cedo e saio mais tarde. Vou pra academia cumprir minhas duas horas de exercícios, suando mais do que fazendo sexo, embora todo mundo me diga que não preciso do tamanho esforço. Consigo me mastubar até três vezes por semana, algumas vezes preciso de um filme, outras não. Penso em dezenas de homens que tocaram meu corpo - sem ao menos saber o que se passava em minha alma - até um deles se encaixar no tesão sentido naqueles poucos minutos. Gozo em menos de vinte minutos sem filme. Com filme consigo em menos de vinte segundos. Sinto na maioria das vezes, repulsa de mim mesma por fazer isso mas logo passa. Aos fim de semana me torno uma mulher impotente, me tranco no meu quarto, acendo mais de cinco incensos diferentes de uma vez, me julgando precisar daquilo e daquilo outro que dizem proporcionar na caixa. Começo então a ler meus trechos prediletos dos livros do meu autor favorito, Paulo Coelho, - não consigo ler nada de realmente erudito e atual, apenas as publicações do mesmo autor - enquanto na estante me esperam sem nenhum comprometimento, Agatha Christie, Gabriel García e Sidney Sheldon, vou criando momentos reais e imaginários com pessoas que existiram, existem, e não existem no mundo real de todo mundo. Penso desvairadamente no meu atual namorado que foi pra mais uma temporada jogar num campeonato que quase ninguém sabe que existe em Floriánopolis; sinto saudades do meu ex, me pego pensando num caso de uma noite onde acabei me apaixonando pelo sexo e aguardo mais uma segunda-feira mórbida!
Em meu lugar
Eu já acreditei estar envolvida por uma armadura invísivel que não me servia de nada, apenas me fez perder e absorver pessoas; claro que certa que umas valiam a pena, outras nem meu olhar de relance mereciam - pra mim não fazia nenhuma diferença, todos eram tratados com a mesma indiferença da minha fiel armadura que me dizia que nada e nem ninguém valia a pena. Toda essa gente me fez chorar, me revirar, algumas até me deixaram por um tempo sem progredir, e outras se sentiam amendrontadas em estar do meu lado pela imagem inacessível que eu passava, elas simplesmente recuavam perante a mim, se distanciavam da falsa aparência - algo que nunca houve em nenhum momento desse ciclo que eu insistia em continuar vivendo. Era um mar de contrádições; não era uma mudança, era algo forçado. Era estar perdida dentro de mim mesma, embalada por vontades e desejos que eu tentava disfarçar com sorrisos e meias palavras. Na maior parte do tempo eu fingia alegria, mesmo aos prantos por dentro; eu já tinha me acostumado a oferecer sorrisos e ficar com as dores pra salvação de todo mundo - eu me encontrava lá, destacada, no reino que eu tinha criado vendo tudo pelo ângulo que eu achava mais fácil; e quanto mais nojenta e fria eu deixava transparecer mais feliz eu pensava estar. Longe e perto dos meus pesadelos, dos meus confrontos interiores e exteriores, dos meus assuntos pendentes. Sem me importar quem era quem naquele jogo medíocre que hoje não existe nem na minha imaginção e muito menos na minha realidade!
domingo, 16 de outubro de 2011
Sinônimos de contradição
' Uma das minhas maiores dificuldades é saber esquecer, não fui acostumada a aceitar determinados fins que não sejam dados por mim mesma, vejo tudo muito além , acabo me corrompendo e chego a me sentir miséravel . As piores lembranças que podem existir são as da minha mémoria, o que adianta eu jogar fotografias, cartas, e qualquer coisa que me faça lembrar de gente que eu queria que estivessem ainda presente aqui? E depois eu ainda tenho a ousadia de julgar os que guardam todo tipo de coisa singelosa que fazem lembrar momentos bons e bem vividos que já se foram. Mas o que adianta? Hoje em dia não tenho nada do passado, e basicamente odeio qualquer coisa, papelzinho que me dão. Não consigo guardar. Falta de sentimento? Talvez! Eles podem me ferir adiante. Mas coisa pior eu faço! Não esqueço. Ou finjo que não esqueço. Ou finjo lembrar, ou gosto mesmo de sofrer. Vai entender!
Os dois lados !
O ' pior ', ainda não seria o bastante pra esse tipo de gente, pois há mais hipocrisia do que se imagina! E eu ainda me encontro aqui, insistindo no meio desse fogo cruzado, nessa cena que só muda de cenário! E chegando, permanecendo meu maldito amor - uma espécie de Janus, que ninguém, nem eu consigo entender; o bem e o mal juntos, lado a lado - onde releva dores, traições, maus entendidos, os talz sentimentos bons que dizem sentir; levando, espalhando e esfregando na minha cara, tentando persuadir meu corpo e mente para que todo aquele que venha aparecer trazendo uma boa vibração se torne o mesmo que todo mundo se tornou para eles, lixo! Pena, mas minha boa vontade de ser por inteira pra alguém prevalece ainda .
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